quinta-feira, 8 de maio de 2008

10º Encontro da Locaweb: Eu Fui

Ontem, 7 de maio, foi realizada a primeira edição do 10º Encontro Locaweb de Profissionais de Internet. Digo primeira edição pois o mesmo evento será repetido em diversos estados. Enquanto esperamos para que as apresentações sejam postadas no blog da Locaweb, o que só acontecerá após o útlimo evento (em 18 de junho, em São Paulo).

A programação você vê no site da Locaweb. Lá, também faz a inscrição e gera (imprime) o boleto. A inscrição custa R$29, mas todos que comparecerem ao evento receberão um vale-desconto em serviços da empresa, no valor de R$30.

Esta foi a terceira vez que vou ao encontro anual da Locaweb (em 5 anos de trabalho direto com a web). Este ano, mesmo tendo palestrantes repetidos de 2007, o evento foi totalmente diferente e bastante produtivo e acrescentador. A começar pelo ambiente que os organizadores montam, incluindo apresentação do palco e sonorização, o evento é nota 10 em apresentar as novidades tecnológicas. Com patrocinadores e parceiros de peso - como Google, Microsoft e .com - já dá pra imaginar que o evento é padrão hi-tech em se tratando de web.

A primeira parte do evento foi bastante técnica, com palestras mais voltadas aos programadores e webmasters. Os palestrantes fizeram simulações e testes ao vivo, o que é uma iniciativa arrojada em se tratando de programação e desenvolvimento de códigos. Confesso que nesta parte, até a hora do almoço, entendi pouco mais de 5% de tudo o que foi falado. Nem mesmo as terminologias que para os programadores são diárias...

Mas, após o almoço, não deu tempo nem de bater aquele "sonhinho". Foram 3 palestras voltadas para a minha área, para o marketing, organização da informação e propagandas na web. Para começar, uma bela e entusiasmante apresentação do Google. Quem trabalha com web e não sonha em fazer parte do Google é preciso repensar na sua escolha profissional! Não dá pra ser um profissional web e criticar o Google simplesmente por criticar. Eles são os maiores mesmo e, a menos que você seja um profissional do concorrente (veja nota "Saia Justa" a seguir) é praticamente impossível que não fale o nome do Google e não o utilize pelo menos uma vez por dia.

Saia Justa

Rogério Cordeiro, especialista em desenvolvimento da Microsoft, se colocou numa daquelas situações na qual é melhor rir. No meio de sua apresentação, falando sobre um produto ou serviço (que não lembro agora) informou que poderíamos buscar... "em qualquer buscador da internet... no Windows Live (por exemplo)".

Toda a platéia, formada por uns 400 profissionais, riu ao perceber que ele travou a língua e a fala para não pronunciar a palavra Google. À minha colega de trabalho (chefe), e pós, brinquei que os funcioários da Microsoft devem ser proibidos de falarem a palavra Google, ou terão débitos em sua conta bancária.

(na foto: Cristina Dissat e eu)

Apresentação em um só Slide


O mesmo palestrante, Rogério, fez sua apresentação toda em um slide. Incrível, mas tudo o que ele falou estava na "capa" da apresentação (bastando dar alguns "zoom´s" na imagem). Incrível mesmo. Veja ao lado a foto do slide. Para fazer igual ele deu a dica: utilize o software Deep Zoom Composer, que exporta a apresentação em html/xml.

Um detalhe interessante: você sabe quantas pessoas estão conectadas ao MSN atualmente? Segundo ele são 54 milhões de assinaturas brasileiras. Levando em conta que os índices de brasileiros conectados á web é de aproximadamente 40 milhões de pessoas, conclui-se que alguns brasileiros têm mais de um e-mail inscrito no MSN.

Mais um Homem-Google

Logo no início do meu atual curso de pós-graduação, em Marketing Digital, tivemos uma disciplina que abordou SEO. A matéria foi dada pelo Prof. Paulo Teixeira, dono do www.marketingdebusca.com.br, e nós o apelidamos carinhosamente de Homem-Google.

Hoje posso dizer que conheço dois homens-google, sendo que um deles é lá de dentro e o outro te ensina a ficar entre os "preferidos" do robô (Google). O gerente de Adwords, desde que a empresa chegou ao Brasil, Rodrigo Lourenço, nos contou uma breve e linda história das "organizações Google". Ele me ensinou um novo conceito: o Lovecasting. O que significa? É simples. Lovecasting é quando as pessoas criam conteúdo e definem as tendências, decidindo o que quer e vai consumir e influenciando na decição dos outros. É a internet colaborativa, é a web 2.0, é a criatividade coletiva, a descentralização e democratização da informação.

A apresentação dele foi fantástica. Ele falou de Human Computation (cada vez mais a mente humana de resolvendo os problemas que o computador não consegue) e relacionou, por exemplo, o orkut a um estao brasileiro. Com 20 milhões de brasileiros com perfis no Orkut, ele seria maior do que o estado de Minas Gerais. Quer saber o que mais? Sabe o Youtube, então, 3 milhões de nossos conterrâneos são responsáveis pela audiência semanal do "canal" distribuidor de vídeos digitais.

Internet Peopleware

Gil Giardelli foi o cara responsável por nos fazer sonhar ainda mais e nos deixar preocupados no "onde vamos parar?". Ele falou sobre o Caos do 2.0, onde todos colocam as informações desordenadas na rede. Segundo ele, o que manda agora não os 4 C´s: colaboração, comunidade, conteúdo e comércio.

Coincidentemente ele mostrou um vídeo que eu havia visto na noite anterior, na primeira aula de Planejamento de Comunicação, na pós. "A visão dos estudantes" é realmente um vídeo impressionante sobre a era atual da informação (digital). A professora Juliana Demasi, que trabalha na área de Marketing da Tim, nos disse que este vídeo é o segundo de uma trilogia. Quem tiver interesse, seguem os links dos dois primeiros:

O Racional da Propaganda

Cesar Paz, sócio da Agência AG2, brincou dizendo que sua apresentação seria o lado racional da palestra do Gil. Posso dizer que foi o lado prático.

Ele falou de internet corporativa, de tecnologia da informação (com 40 anos de existência) e marketing corporativo (com 50 anos). E lembrou que o Caos 2.0 foi criado por nós mesmos e que essa overdose de informação é o que gera irrelevância a elas. Eu concordo plenamente com ele quando diz que "é impossível consumir o que recebemos de informação".

O novo conceito passado por ele foi o Webnative (falo sobre isso depois). Cesar apresentou alguns cases de sucesso, de sua empresa, como o da Embraer, do Bradesco e a campanha de outono/inverno da C&A (que foi um sucesso). E mostrou uma campanha que ele gostaria de ter feito (www.naotempreco.com.br).

Pra Finalizar

O evento foi maravilhoso! Colocarei mais coisas aqui a medida que for tendo tempo de escrever e me detalhar mais sobre os assuntos.

Minha próxima parada neste mundo das palestras será no sábado, no Encontro de Webdesigner. Aguarde, pois farei o mesmo colocando o resumo aqui.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Jornalismo e Concursos Públicos

Este post faz parte da quarta edição da Ciranda de Textos, promovida pelo grupo de discussões do JW. O guia deste mês está no blog da Ceila Santos.

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Durante todo o mês de abril, acompanhando a lista de discussões do Jornalistas da Web, diversos integrantes da lista comentaram sobre concursos públicos na nossa área. Quem nunca tentou que atire a primeira pedra? (brincadeirinha...) Tenho certeza que muitos não acreditam na veracidade dos resultados destes concursos, mas alguns, como eu, mesmo não acreditando acabam se inscrevendo e prestando algumas provas, na intenção de um dia um anjo passar do seu lado durante a prova e falar "amém".

É difícil acreditar que concursos públicos funcionem em um país onde nada que é público funciona direito. Perdoem-me o extremismo, mas tenho motivos para este "pé atrás". Em concursos públicos gerais eu até acredito que a ordem de classificação seja cumprida na hora da contratação. Já nos casos de provas específicas, fontes seguras (inclusive professores na época de faculdade) me falaram que nestes concursos os terceirizados (que já trabalham na tal empresa estatal) são incentivados a prestarem a prova, tendo apoio na sua preparação para a mesma, e com a garantia que estando classificado, "furará fila".

Ontem, 29 de abril, encerraram as inscrições para um dos concursos mais esperados. A Petrobrás está com várias vagas em diversas áreas, incluindo 3 nichos da comunicação social (jornalismo, relações públicas e publicidade e propaganda). Os salários e benefícios fazem com que qualquer um possa sonhar com casamento e filhos, mas é chato saber que a relação candidato-vaga continua absurda. No caso deste concurso, pessoas que trabalham na Petrobrás falaram que vale a pena fazer a prova e tentar, pois não há armação.

Então, boa sorte a todos e que (realmente) vençam os melhores!!!

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Prática Acadêmica em Horário de Aula

Professores da UnB publicaram um artigo defendendo "novas" estratégias de ensino baseadas em atividades práticas, deixando a teoria com as leituras de artigos e livros para o extra-classe.

Eu concordo e apóio esta idéia.

Algumas diciplinas são bastante práticas e a teoria nos servirá, no futuro, apenas para embasar/endossar nossas idéias ao apresentá-las ao cliente. Afinal, qual cliente não gosta de receber citações teóricas no meio de um projeto/plano de trabalho?

Hoje, dando um ageral na minha caixa de emails, encontrei uma notícia da Agência Fapesp falando sobre este artigo do "Aprendizado Ativo". Interessante, pois apesar de ter sido publicado em 8 de abril, o assunto tem tudo a ver com a discussão que tivemos ontem na sala de minha Pós-Graduação.

Conclusão: acreditamos que a teoria é necessária e que devem ser passadas bibliografias, citações, etc, mas nada se compara às aulas prática, onde pomos a mão na massa e podemos avaliar os resultados dos nossos experimentos. No caso da pesquisa, descrita em artigo na edição atual da revista trimestral Advances in Phisiology Education, os professores-autores são da Faculdade de Medicina da UnB. Já eu e meus colegas de classe e profissão somos do jornalismo e Marketing Digital. Apesar de serem disciplinas bastante diferentes, podemos perceber que as práticas de ensino se assemelham, quando falamos de práticas, trabalhos em grupo, apresentação de seminários, desenvolvimento de aulas e vídeos explicativos, blogs co-participativos, etc.

Pois bem, como falei no início, eu apóio esta idéia e, se algum dia vier a dar aulas (o que tenho muita vontade) pretendo trabalhar em cima da prática!

Quem quiser ler a matéria na Agência Fapesp, basta um clique.

sexta-feira, 28 de março de 2008

3ª Ciranda de Textos JW

O tema Jornalismo e Interatividade está dando o que falar. Com tantas opções atraentes para os visitantes, a internet têm sido um estímulo aos jornalistas e profissionais da web para que coloquem em prática (sempre) novas idéias interativas. As enquetes foram as primeiras formas de interatividade entre usuários e donos de sites, mas atualmente ser um site interativo é muito mais do que ter enquetes, opções para comentários, jogos, vídeos, etc. Veja em cada blog participante desta rodada da Ciranda de Textos, organizada pelos integrantes da lista de discussão do Jornalistas da Web. A ordem apresentada é alfabética, por autor.

  1. Ana Brambilla - Libellus - A jornalista questiona e responde "O que falta aos noticiários colaborativos brasileiros?". Seu post é datado de ontem, 27 de março, mas aborda a interatividade: "E eu te lembro que portais não nasceram para ser colaborativos. Assim como a mídia tradicional. São tão unidirecionais quanto o jornal impresso".
  2. André Deak: Jornalismo, Rabiscos e Pensamentos Aleatórios - O Verdadeiro Newjournalism é o título do post do André Deak. Para ele, estamos em uma época privilegiada, mas alguns caminhos ainda precisam ser percorridos no jornalismo. O jornalista afirma: "Avançando no conceito de interatividade, há reportagens especiais que apresentam uma variedade de possibilidades narrativas ao leitor, e é ele quem decide qual parte da história gostaria de descobrir".
  3. Bruno Calixto – Pós-Texto: Depois de um texto, reflexão - Bruno Calixto fala sobre A tal da Interatividade tendo como base o princípio básico da interação: responder ao leitor. Segundo ele, a deficiência começa na faculdade. O jornalista deveria ser estimulado a dar continuidade ao contato com o leitor, após a publicação da matéria. "Não me lembro de nenhuma matéria em que o próprio jornalista que escreveu o texto participa do debate na área de comentários".
  4. Ceila Santos - Metamorfose - A falta de comentários é uma das grandes preocupações da jornalista Ceila Santos. Em seu blog Metamorfose, ela lembra que para a interatividade existir não bastam ferramentas, é preciso que as pessoas queiram participar. Ela aposta nas reportagens colaborativas e acredita que o Orkut seja "uma lição impagável sobre interatividade no jornalismo".
  5. Cíntia Costa - Eu, eu mesma e a Cíntia - Iniciando com uma definição contida no Dicionário Houaiss, Cíntia Costa participa da Ciranda falando sobre os comentários em blog e suas experiências desde a época de faculdade. Uma de suas frases vale a pena replicar aqui: "O combustível para o tranco é a animação de botar em prática o que ouvi e de experimentar, pela primeira vez, esse diálogo da web como jornalista".
  6. Demócrito Garcia - Flooco: Floating Over Connections - Interatividade dos Editores de texto foi o tema escolhido pelo Demócrito Garcia. Ele começa falando das ferramentas, parte para a essência do jornalismo e afirma "se o jornalista está trabalhando para uma empresa de Internet, ele precisa utilizar dos recursos que lhe são disponibilizados". Mas, ele acredita que na interação "no nível da publicização das opiniões, do questionamento, da proposição de novas idéias, não sobre informações jornalísticas".
  7. Hélcio Brasileiro - Fundamental Vídeo-Conteúdo - Tendo como gancho a audiência da internet brasileira, Hélcio Brasileiro afirma que não faltam razões para a animação das pessoas que atuam nesse mercado, mas "falta o dinehiro". Hélcio reúne diversos links para matérias sobre estes índices e relata a interatividade como parte do "perfil multi-tarefas do leitor online". E mostra a geração de "uma série de novas oportunidades com aplicativos para inúmeras redes sociais".
  8. Rodrigo van Kampen - Peixe Fresco: Comunicação e Produtividade - Rodrigo van Kampen também aposta no jornalismo colaborativo, não bastando links e opções de "sim" e "não". Interatividade, para ele, significa "expandir o conceito retirado de um programa criado em 1992 e trazê-lo para os contemporâneos tempos do 2.0". Ele apresenta um modelo ideal de matéria interativa e apresenta uuma diferença entre o jornalismo interativo e o jornalismo colaborativo do ‘cidadão repórter’.
Até o final do dia e na manhã deste sábado, dia 29, esta lista poderá contar com o resumo e link de novos participantes. Caso você seja um deles, entre em contato.

3ª Ciranda de Texto - Hoje

Alguns blogs já realizaram suas "postagens", nesta sexta-feira, sobre Jornalismo e Interatividade.

Até o final do dia diversos jornalistas-blogueiros poderão participar, basta escrever seu texto e me avisar, para que este guia fique completo.

Em breve um resumo de cada post e novos links.

terça-feira, 25 de março de 2008

3ª Ciranda de Textos Será Dia 28 de Março

Na próxima sexta-feira, dia 28 de março, será realizada a 3ª Ciranda de Textos. O evento digital é organizado por jornalistas intergrantes da lista de discussões do site Jornalistas da Web, com base no formato do Carnival of Journalism.

O tema desta edição será Interatividade. Os interessados em fazer parte deve publicar, em seus respectivos blogs, um texto sobre a relação do jornalismo com a interatividade da web.

Eu serei a guia desta sexta-feira. Assim, aqui você poderá conferir o guia da 3ª Ciranda de Textos, com links para todos os blogs participantes. Os interessados devem encaminhar um e-mail para mim.

Confira o FAQ da Ciranda de Textos, no Blog Meio Digital.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Tempo? Que tempo?

É chato ficar um tempo sem blogar, tanto para mim como para vocês leitores. Mas às vezes, a nossa vida off line ocupa todos os minutos das nossas poucas 24 horas diárias e acabamos não fazendo um simples post. Nestes 20 dias que estive distante deste blog, tive um enorme susto com a saúde do meu pai (relatado em meu mais novo blog, criado em 12 de março de 2008). O Bem Saudável será um espaço com informações e dicas para uma boa qualidade de vida. Pretendo publicar nele um post por dia útil, e nesta primeria semana consegui cumprir minha idéia.

Para conhecer e "virar freguês" visite: http://bemsaudavel.wordpress.com/

Esta semana, uma amiga da pós publicou em seu fotolog a questão "como as pessoas arranjam tempo?". Pois é querida Beta Florido, eu também me pergunto isso várias vezes. A verdade é que vamos nos envolvendo em tanta coisa e achando que sempre conseguiremos mais e mais, até que chega o momento no qual você começa a faltar com certos compromissos (muitas vezes os mais interessantes) e seu organismo pede arrego.

Para terem uma idéia de como seria legal se o dia ganhasse mais algumas horas vejam o que eu faço: fico no trabalho 8h30 e perco em média 3h por dia para ir e voltar dele; duas noites por semana estou na pós; nas outras noites preciso/gosto/curto me dedicar a amigos, família, namorado, animal de estimação, trabalhos da pós e extras (pois ninguém é de ferro e um dinheirinho a mais é sempre bem-vindo). Em alguns finais de semana me apresento em festas com a Bateria Show do Folião.com, noutros viajo com o namorado, pois ele tem uma locadora fora da cidade. Às vezes me aventuro como repórter do Fim de Jogo. E, pra completar, estou de mudança há 3 meses, pois não consegui ainda tirar tudo da casa antiga. (...) Agora preciso arrumar um tempo para malhar (ordens ortopédicas), a questão é: vou pra academia ou durmo?

Quem quiser ver a opinião da Roberta sobre "falta (ou excesso) de tempo", dê um clique.

Outra visão do tempo (ou falta) foi escrita por outra amiga da Pós, a Andrezza Carvalho. "Você tem um tempinho?". Leia.